Bebé libre


Liberdade.  

Esse assunto martela na nossa cabeça desde o dia em que somos barrados pela primeira vez, de fazer alguma coisa na pré-adolescência.

Somos proibidos, para que não criemos “asinhas” cedo demais, e façamos besteiras quando ainda não estamos preparados para distinguir o mal do bem. Já que nessa fase, eles são tão parecidos.



Tentamos, tomamos bronca e minutos mais tarde, voltamos a ser os bichinhos de orelha da mamãe. Se bem que acredito que, por mais que o tempo passe, nunca deixaremos de ser. 

Nascemos presos a tudo. Principalmente a padrões. E aprendemos a julgar qualquer semelhante que apresente uma característica fora dele. Mas depois vemos quanta hipocrisia existe em seguir cada regra à risca, e aprendemos a admirar quem está fora dele. Não todos, claro, mas os que também se frustram em olhar pela janela e ver uma sociedade cada vez mais decadente.





Por mais que soe chato, sabemos que, se tudo der errado, nossos pais estarão em casa nos esperando com nosso prato favorito na mesa.





Não somos pais pra saber o quanto deve ser doloroso ver sua garotinha crescer e querer sair.



Mas somos filhos pra amadurecer e mostrar pra eles que não existe maneira para que eles nos ajudem descobrir nosso caminho, infelizmente. Seria confortável demais.



Precisamos acolher os princípios que nos foram ensinados desde pequenos, para a construção de um futuro sólido.



É um conflito de gerações, e vem do fato em que quando batemos o pé por uma escolha, essa ação é vista como afronta. Quando na verdade, queremos nosso lugar.



Essa é uma história, aparentemente clichê, mas que expressa boa parte da juventude com sensatez:



"Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou-se e passou a observar a borboleta que, por várias horas, se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, em certo momento, pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso, parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia mais continuar nessa sua missão de deixar o seu casulo.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas, atrofiadas. O homem então continuou a observar porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto de seus dias rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza, em sua vontade de ajudar, não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário para a borboleta passar através de sua pequena abertura, era o modo com que a natureza agia para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo."
Moral: Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através dela sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar!

Texto de: Isabella Azevedo

2 comentários:

Carol- Alfinetes disse...

Esou ensaiando com essa historia de ter filhos, mas uma hora vem. Tudo isso deve estar na lista de deveres.
bjos
http://www.alfinetesdemorango.com/

Anônimo disse...

Adorei! Adorei! Adorei o post! Parabens!
@mundodoesmalte

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