AMOR...


Soneto 116
Não tenha eu restrições ao casamento
De almas sinceras, pois não é amor
O amor que muda ao sabor do momento,
Ou se move e remove em desamor.
Oh, não, o amor é marca mais constante,
Que enfrenta a tempestade e não balança,
É a estrela-guia dos barcos errantes,
Cujo valor lá no alto não se alcança.
O amor não é o Bufão do tempo, embora
Sua foice vá ceifando a face a fundo.
O amor não muda com o passar das horas,
Mas se sustenta até o final do mundo.
Se é engano meu, e assim provado for,
Nunca escrevi, ninguém jamais amou.
(Shakespeare)

O amor permanece em todo tipo de canção, texto, poema ou versinho. E nisso, vemos as suas várias formas e facetas.
Independente se no contexto religioso ou não, o amor puro é mistério.
É confundido com paixonites que são carregadas por qualquer vento, ou com a própria amizade, que apesar de ser a base de tudo, é frustrante quando um dos dois percebe que não pode passar disso.
Com exceção do amor de mãe e pai, o amor entre duas pessoas pode sim ter um fim. No sentido de que precisa ser cultivado e cativado a cada dia, a cada momento.
O amor real existe quando ambos acreditam em seu próprio amor, plantam o sentimento e o regam dia após dia, cuidando para o que houver de mau, como brigas, ciúmes e problemas, sejam facilmente resolvidos com uma conversa de cumplicidade e compreensão.
Amamos assim: erroneamente, aos tropeços e longe da perfeição.
Podemos até tentar ir embora, mas se é mesmo o tal, não importa. Voltamos e conseguimos nossos “docinhos de côco” de volta.
O amor é clichê, ridículo, e tudo o mais. E, amando certo ou errado, estamos no mundo. E em algum lugar dele, alguém está pra gente.

Texto de: Isabella Azevedo

1 comentários:

Yaya Bittersweet disse...

que post mais LAMOUR!

xxx

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